Celibato clerical (CC)

(Deverá “clicar” nas referências bíblicas, para ter acesso aos textos)

 

Introdução

Um dos assuntos que mais tem despertado a opinião pública dos nossos dias são os escândalos na Igreja Católica devido ao aumento da pedofilia praticado por alguns elementos do clero católico romano em vários países. Claro que podemos desconfiar de que só vieram ao conhecimento público os casos passados em países que tenham liberdade de expressão e uma imprensa atenta aos acontecimentos, e muitos mais casos idênticos haverá em que tal não seja notícia suficientemente importante para ser publicada nos órgãos de informação.

Eu já fui católico, durante alguns anos evangélico, depois protestante e hoje considero-me crente somente em Cristo e aceito o nome de cristão, embora não esteja ligado a nenhuma igreja, pois estas tentam “monopolizar” toda a nossa personalidade e até fazem o favor de nos ensinar o que devemos pensar e dizer, pois um bom membro de alguma igreja é aquele que aprendeu a dizer amem a toda a sua tradição e teologia.

Sempre houve problemas em todas as igrejas, mas penso que a origem de grande parte dos problemas do Catolicismo dos nossos dias está no celibato clerical com todas as consequências nos casos de pedofilia, e discriminação da mulher.

Iremos utilizar a palavra “clérigo” para nos referirmos aos clérigos em geral, como os presbíteros, padres, pastores, bispos, diáconos, anciãos etc. das várias igrejas cristãs.

 

Situação social da mulher no Velho e no Novo Testamento  (clicar)

 

Celibato clerical

Depois de ler alguns artigos sobre o celibato, verifico que partem de pressupostos diferentes e princípios diferentes quanto às prioridades das informações disponíveis, pois os evangélicos fundamentalistas consideram a inspiração e inerrância bíblica do Génesis ao Apocalipse, os católicos tradicionais baseiam-se nas conclusões dos concílios através dos tempos, outros consideram a Bíblia como a gradual revelação de Deus etc.

Certamente que cada um é livre para estabelecer as suas próprias prioridades, mas partindo de prioridades diferentes, chegarão sempre a diferentes conclusões.

Assim, julgo importante definir qual a base da fé que temos e quais as prioridades que considero nas informações disponíveis:

1) O que Jesus disse sobre o assunto.

2) O que disseram os apóstolos e outros teólogos neotestamentários.

3) Interpretação do primitivo cristianismo. (De Jesus até Niceia – 325)

4) Resultados da experiência cristã ao longo dos séculos

5) O que diz a tradição das várias igrejas.     

6) O que diz o Velho Testamento, que seja aplicável nos nossos dias.       

Esta sequência é muito importante, pois se por exemplo, colocarmos o ponto 5) ou 6) em primeiro lugar, chegaríamos a conclusões bem diferentes.  

  

Considera-se celibato a decisão de alguém continuar solteiro por motivos religiosos. Como forma de devoção e pureza ética, o celibato já era praticado em algumas religiões e escolas filosóficas antes da época de Jesus. Alguns historiadores informam que foi praticado no Catolicismo Romano a partir do século IV, mas o Concílio de Latrão tornou obrigatório a todo o clero e Trento (1545 a 1563) confirmou essa decisão.

Assim, não há dúvidas de que o celibato é uma antiga tradição, como afirmam os teólogos católicos que o defendem. Mas não encontro fundamento bíblico para o celibato. Se tivesse fundamento bíblico, de preferência neotestamentário, certamente que esses artigos não deixariam de o mencionar.

Claro que a Igreja Católica e todas as outras, são livres para criar as doutrinas que entenderem necessárias para o seu trabalho, mas se não houver uma clara referência de Jesus a este assunto, deverão estar atentas aos seus resultados e suponho que já é tempo do assunto ser debatido na Igreja Católica, não só pelo clero, mas também por todos os seus membros, visto tratar-se duma doutrina que:

a) É tradição da Igreja Católica sem sólido fundamento nas Escrituras, que até contrariam o celibato. Penso que o simples facto de ser uma antiga tradição, não é motivo suficiente para que se mantenha. A tradição não pode legalizar seja o que for, pois também a monarquia absoluta, a pena de morte por motivos religiosos, a forte discriminação da mulher etc. são antigas tradições que foram rejeitadas pelos países mais civilizados nos nossos dias.

b) No Velho Testamento era permitido o casamento e até a poligamia dos sacerdotes levitas e foi esse exemplo que nos deixaram quase todos os que consideramos os grandes exemplos veterotestamentários a começar pelo Rei Salomão com as suas 700 esposas e 300 concubinas, como vemos em 1º Reis 11:01/03. (Coitado do Rei Salomão que teve mil sogras!!)

No Novo Testamento, as passagens já citadas 1ª Timóteo 3:2, e 1ª Timóteo 3:12, bem como Tito 1:6 são passagens que parecem excluir tanto os solteiros como os polígamos para clérigos das igrejas e talvez ainda permitam a poligamia para o crente que não exerça algum cargo na Igreja. Mas estavam ainda no início do cristianismo e talvez houvesse muitos convertidos com mais de uma mulher, situação perfeitamente legal nessa cultura. Em certas épocas é necessária certa tolerância como já tivemos numa igreja protestante tradicional em Moçambique, quando um grupo de famílias islâmicas se converteu e tinham mais de uma mulher. Eu também fui a favor de os receber, pois eram famílias disciplinadas. A tradição e até “o que está escrito" nem sempre é a última palavra. Lucas 12:12 ou João 14:15/18  

c) O resultado do celibato tem sido desastroso para o prestígio da Igreja. Fala-se em punir exemplarmente os culpados, mas falta coragem para investigar quem são os principais culpados.

Penso que é necessário maior empenho e intervenção das autoridades civis, pois esperar que seja a hierarquia da igreja a tratar do assunto é, como diriam no Brasil, “pedir à raposa para guardar o galinheiro”. Certamente que o resultado foi o encobrimento e impunidade como aconteceu em alguns países.

Enquanto o catolicismo mantem a obrigatoriedade do celibato do seu clero, as igrejas protestantes e evangélicas em geral têm mais confiança num pastor casado. Mas a maior parte, embora prefira que o pastor seja casado, também aceita pastores solteiros, embora, se forem jovens, geralmente fiquem como pastores secundários sob responsabilidade de outro pastor.

Talvez eu seja demasiado influenciado pela minha formação em ciências em que toda a teoria deve ser comprovada pelos seus resultados práticos. Duvido que tal se aplique também em teologia, mas mesmo assim, penso que a teologia não pode continuar a “viver na sua torre de marfim” ignorando o que se passa no mundo em que vivemos. Quando os órgãos de informação nos apresentam tantos casos de abuso sexual de menores, cometidos por padres, noto que entre pastores protestantes e evangélicos a percentagem destes crimes é muito menor e custa-me a crer que não haja alguma relação com o celibato clerical. Certamente que esses crimes cometidos por alguns padres, deverão ser punidos. Mas o criminoso será só o padre? Não haverá culpa também da organização que exige o que contraria a Natureza e as próprias Escrituras?

O actual Papa Francisco pediu desculpa por crimes que não praticou, mas o que se espera dele não é o pedido de perdão mas que tome as providências necessárias para resolver o problema da obrigatoriedade do celibato dos clérigos católicos. Penso que teria o apoio duma grande percentagem de católicos e não católicos.

 

Sacerdócio feminino

No catolicismo a mulher não pode chegar a Padre, e nas igrejas protestantes e evangélicas o assunto tem sido muito polémico.

a) No Velho Testamento, como dissemos, a mulher era fortemente discriminada e nem podia entrar na parte central do Templo da época de Jesus que era reservada só aos homens circuncidados. A mulher não podia ir além do Pátio das Mulheres.

b) Jesus não chamou nenhuma mulher para o grupo restrito dos discípulos entre os quais escolheu os seus apóstolos, mas nenhuma apóstola. Será que assim estabeleceu uma norma para vigorar para sempre? Ou foi devido ao contexto cultural fortemente machista dessa época, que tornaria muito mais difícil o trabalho duma mulher e Jesus escolheu os mais indicados para essa função? 

Bem sei que este assunto é polémico, mas penso que não deve ser visto com a vulgar mentalidade dos nossos dias de luta pelos direitos. O único objectivo deverá ser a divulgação da mensagem de Jesus. A ordenação de alguma pastora ou sacerdotisa, não deve ser para satisfazer os “direitos adquiridos” de quem estudou no seminário ou devido à falta de vocações, mas deve ter como único objectivo o que for melhor para a Igreja. Dizem-me que no Brasil, pastores muito tradicionalistas e fundamentalistas, que nem toleravam que se falasse em pastoras, mudaram subitamente de opinião, mas duvido que fosse por motivos teológicos. Consta que foi por motivos económicos, quando viram que a ordenação de suas esposas como pastoras iria duplicar o rendimento ao fim do mês.

Não vejo grande impedimento teológico à ordenação de pastoras, mas pelo que observei nalgumas igrejas protestantes em Portugal que têm pastoras, os resultados não foram os melhores e nalguns casos foram mesmo desastrosos. Mas também há alguns casos de sucesso em Portugal e noutras culturas como na Igreja Metodista de Pangim em Goa - Índia, que é fruto do trabalho missionário da Pastora Sarogin Samrás, já falecida, que tive oportunidade de conhecer, pelo que é necessária muita precaução na ordenação de pastoras. Nunca tive conhecimento de algum apuramento estatístico da evolução do número de membros e visitantes nas igrejas que têm pastoras. Talvez nunca houve a coragem de abordar imparcialmente o assunto.

Se formos às origens, quero lembrar o que Pedro (considerado pelo catolicismo como o primeiro Papa) disse em 1ª Pedro 5:01/03, que na tradução Ave-Maria está:

1ª Pedro 5

1 Eis a exortação que dirijo aos anciãos que estão entre vós; porque sou ancião como eles, fui testemunha dos sofrimentos de Cristo e serei participante com eles daquela glória que se há-de manifestar. 2 Velai sobre o rebanho de Deus, que vos é confiado. Tende cuidado dele, não constrangidos, mas espontaneamente; não por amor de interesses sórdidos, mas com dedicação: 3 não como dominadores absolutos sobre as comunidades que vos são confiadas, mas como modelos do vosso rebanho”.

Tanto nesta tradução Avé-Maria como na nova tradução de Frederico Lourenço a palavra “presbítero”, em grego, em vez de ser transliterada foi traduzida por ancião. Estou plenamente de acordo pois utilizando a palavra “presbítero”, em português, certamente que a grande maioria dos católicos e protestantes tradicionais iriam interpretar como o presbítero da teologia das suas igrejas, quando afinal o seu significado é “ancião” e pelo seu contexto, um ancião escolhido para estar à frente duma igreja local, certamente que seria um ancião com as características mencionadas nos versículos seguintes.

Esses anciãos não frequentaram nenhum seminário de teologia, mas o seu Seminário foram alguns meses de trabalho prático ao lado do Apóstolo Paulo e certamente que, devido aos resultados alcançados, muitos dos teólogos dos nossos dias gostariam de aprender com eles.

Enquanto um bom clérigo (homem ou mulher) se preocupa com a formação dos membros da sua igreja, de acordo com os ideais de Paulo em Actos 14:23, Tito 1:5, um mau clérigo/a tenta em primeiro lugar defender o seu lugar e impor a sua autoridade pois bem sabe que para ele/a “fora da sua igreja não há salvação”. Não digo isto num contexto de teologia, mas num contexto secular, pois refiro-me à “salvação económica”. Geralmente, fora da sua igreja, ao mau clérigo/a só restará o Fundo de Desemprego (c). Assim, a sua primeira preocupação será concentrar todas as actividades nas suas mãos, evitando delegar responsabilidades em outros crentes com mais preparação e até os melhores colaboradores dos antigos pastores, para se tornar imprescindível para o funcionamento da sua igreja local. Será portanto o contrário dos conselhos de Pedro e do exemplo de Paulo que ao fim de poucos anos deixava uma igreja já madura e organizada.

No caso da Igreja Católica, certamente que terá de ser muito cautelosa na ordenação de mulheres, que nalgumas culturas poderá ser um desastre enquanto noutras talvez seja aceitável. Mas não encontrei fundamento bíblico neotestamentário para a ordenação feminina.

 

Esposa de padre (ou de pastor)

Compreendo que esta expressão “esposa de padre” será um tanto chocante para a cultura católica. Será bem diferente de “esposa de pastor” que já ganhou o respeito e aceitação no protestantismo.

Penso que na Igreja Católica, com uma organização tão complicada e por vezes desajustada aos nossos dias, há dois cargos importantíssimos que faltam. O de “esposa do padre” e o de “porteiro”.  Ambos devem ser pessoas simpáticas, sociáveis e cultas. Não só com cultura teológica mas também cultura geral, pois para algum visitante que vá à Igreja pela primeira vez ou depois de muitos anos, ficará como que uma “imagem da igreja”. Talvez essa seja uma das explicações do rápido crescimento do primitivo cristianismo. Não tenho dúvidas de que uma verdadeira “família cristã” do primitivo cristianismo seria muito mais eficiente na evangelização do que um missionário isolado. 

Não encontro, como já mencionei, fundamento bíblico neotestamentário para o celibato clerical, bem pelo contrário as passagens já citadas, Timóteo 3:2, 1ª Timóteo 3:12, e Tito 1:6 só podem suscitar dúvidas de que um celibatário possa ser consagrado para algum cargo na Igreja.

Mas, estamos numa época em que, nas igrejas cristãs, já temos alguns séculos de experiência do celibato no catolicismo e dos pastores casados nas outras igrejas protestantes e ortodoxas.

Já alguma informação tem sido publicada nos jornais e na internet sobre os resultados do celibato do sacerdote católico e sua possível relação com os casos de pedofilia. Em primeiro lugar, temos de ser realistas, pois quando lidamos com seres humanos, temos de estar preparados para as desilusões, pois nenhum de nós é perfeito. Mas se nalguns países esses casos, sempre lamentáveis, são excepcionais, noutros atinge percentagens escandalosas.

Pelo que tenho observado no Protestantismo a esposa de pastor tanto pode ser bênção como maldição, o que já era de esperar, pois elas também não são perfeitas e será necessário ter vocação e uma “chamada especial” de Deus para ser esposa de pastor que considero um importante cargo nas igrejas. Certamente que o mesmo irá acontecer com as eventuais esposas do Padre.

Penso que os nomes dos cargos nas igrejas não têm base na mensagem de Jesus, mas foram adoptados pelos Apóstolos, em especial o Apóstolo Paulo, para as organizar e disciplinar, possivelmente com certa influência veterotestamentária, e terão sempre de se adaptar às várias culturas e épocas, que nos nossos dias são bem diferentes do que eram no primitivo cristianismo. Mas o Pai está muito acima de todos esses problemas e toda a hierarquia das nossas igrejas, pois conhece e lida com cada um dos seus filhos por outros meios, sem necessitar de títulos eclesiásticos nem de palavras, pois nos considera a todos como seus filhos e não há normas a cumprir numa conversa entre Pai e filho/a. 

No século passado a Igreja Presbiteriana de Portugal tinha no seu Seminário de Teologia um curso vivamente aconselhado às esposas de pastor, que infelizmente já não funciona, mas ainda há algumas dessas esposas de pastor e nalguns casos viúvas de pastor do século passado que continuam a servir nas igrejas e onde for necessário, incluisive nas homilias. Costumo comparar uma eficiente esposa de pastor a uma raínha num tabuleiro de xadrez devido à sua mobilidade e facilidade em contactar com todos, saber de tudo e tudo resolver discretamente. Algumas foram mais eficientes que os pastores, mas sempre se limitaram a ser “esposas de pastor”. 

Claro que nem todas as mulheres têm vocação para serem esposa de padre. Compreendo as dificuldades, certamente maiores na Igreja Católica do que no Protestantismo, pois a simples abolição do celibato clerical poderá ter consequências desastrosas.                                                                                  

Penso que sempre existiram, no primitivo cristianismo as esposas dos clérigos até o celibato ser aprovado. Mulheres que deram uma boa ajuda na Igreja Primitiva, mas por influência cultural veterotestamentária têm passado despercebidas. Mulheres incógnitas, que geralmente não ficam na história das igrejas que são somente partes isoladas da Verdade que só o Pai conhece.

 

Conclusão

Certamente que não pode haver nenhuma conclusão, mas coloco esta minha página na internet, que não está comprometida com nenhuma igreja ou escola doutrinária, para eventual publicação de outras opiniões, desde que apresentadas de forma construtiva com novos argumentos e opiniões sobre o assunto.

Lembro-me dum pastor do século passado em Moçambique, que eu muito apreciava pela sua sabedoria, imparcialidade e dons de oratória, mas tinha uma das piores esposas de pastor que é possível imaginar. Os membros dessa igreja queixavam-se, até que ele acabou por dizer: Reconheço que têm razão… mas então, digam-me qual a solução? O que devo fazer? Querem que trate do divórcio?!

Claro que a solução não é fácil. Mas penso que duma maneira geral a esposa do sacerdote deve ser prestigiada e incentivada, mas com muita precaução.

Grande será a responsabilidade das primeiras esposas de padres, pois serão o foco de toda a atenção e terão de ultrapassar uma tradição de muitos séculos que as relaciona com a ilegalidade e o pecado em países de forte tradição católica.

Se tiverem de optar entre o casamento ou celibato do padre católico, penso que o mais prudente será acabar com a obrigatoriedade do celibato e deixar que eles próprios procurem, de forma responsável, a opção que Deus lhes indicar. Então haveria os padres casados e os celibatários e o tempo acabaria por mostrar qual a melhor opção. Possivelmente não a mesma para as várias culturas e tradições. 

 

Camilo – Marinha Grande, Outubro de 2018

 

 

Transcrevemos as principais passagens 1ª Timóteo 3:2, 1ª Timóteo 3:12 e Tito 1:6, tal como estão na tradução católica Ave-Maria

 

1ª Timóteo 3:02 e 3:12

1 “Eis uma coisa certa: quem aspira ao episcopado, saiba que está desejado uma função sublime.

2  Porque o bispo tem o dever de ser irrepreensível, casado uma só vez, sóbrio prudente, regrado no seu proceder, hospitaleiro, capaz de ensinar.

3 Não deve ser dado a bebidas, nem violento, mas condescendente, pacífico, desinteressado;

4 deve saber governar bem a sua casa, educar os seus filhos na obediência e na castidade.

5 Pois quem não sabe governar a sua própria casa, como terá cuidado da Igreja de Deus?

6 Não pode ser um recém-convertido, para não acontecer que, ofuscado pela vaidade, venha a cair na mesma condenação que o demónio.

7 Importa, outrossim, que goze de boa consideração por parte dos de fora, para que não se exponha ao desprezo e caia assim nas ciladas diabólicas.

8 Do mesmo modo, os diáconos sejam honestos, não de duas atitudes nem propensos ao excesso da bebida e ao espírito de lucro;

9 que guardem o mistério da fé numa consciência pura.

10 Antes de poderem exercer o seu ministério, sejam provados para que se tenha certeza de que são irrepreensíveis.

11 As mulheres também sejam honestas, não difamadoras, mas sóbrias e fiéis em tudo.

12 Os diáconos não sejam casados senão uma vez, e saibam governar os filhos e a casa.

13 E os que desempenharem bem este ministério alcançarão honrosa posição e grande confiança na fé, em Jesus Cristo.

14 Estas coisas te escrevo, mas espero ir visitar-te muito em breve.”

 

Tito 1:06

5 “Eu te deixei em Creta para acabares de organizar tudo e estabeleceres anciãos em cada cidade, de acordo com as normas que te tracei.

6 (Devem ser escolhidos entre) quem seja irrepreensível, casado uma só vez, tenha filhos fiéis e não acusados de má conduta ou insubordinação.

7 Porquanto é mister que o bispo seja irrepreensível, como administrador que e posto por Deus. Não arrogante, nem colérico, nem intemperante, nem violento nem cobiçoso.

8 Ao contrário, seja hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente,

9 firmemente apegado à doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a sã doutrina e rebater os que a contradizem.”   



Literatura consultada:

Traduções da Bíblia:  Bíblia de Jerusalém, B. de Frederico Lourenço, B. TEB (completa), B. de Almeida, B. Ave-Maria, B. dos Capuchinhos,

Jerusalém no tempo de Jesus, por Joaquim Jeremias

Enciclopédica histórico-teológica a Igreja Cristã

Dicionário de teologia bíblica – Edições Loyola.

 

(a) Sobre este assunto, convido a ler o meu artigo David ou Davi (CC)

(b) Também convido a ler o meu artigo Maria – Mãe de Jesus (CC)

(c) A quem não está em Portugal, devo dizer que o Fundo de Desemprego é uma repartição do Estado que ajuda os desempregados e procura arranjar trabalho.

 

Outros artigos sobre o assunto, defendendo diferentes posições.

https://averdadeolibertara.wordpress.com/2017/08/21/celibato-da-antiguidade-aos-dias-atuais/

https://padrepauloricardo.org/episodios/qual-e-a-origem-do-celibato-sacerdotal

http://divagacoesligeiras.blogspot.com/2016/08/a-construcao-do-celibato-clerical-da.html

https://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/anselmo-borges/interior/a-lei-do-celibato-dos-padres-9121734.html

 

 

 

COMENTÁRIOS RECEBIDOS

 

David de Oliveira Goiânia, Brasil Outubro 2018

Esse modelo de pastorado institucional além de não ser bíblico, não dá muito certo para a família do pastor protestante e muito menos para o indivíduo que se deixa “castrar sem ser castrado fisicamente”, tornar-se celibatário por obrigação profissional. É muito comum nas instituições sem celibatos, a ingerência da esposa do pastor, que, por ser a “primeira dama”, se reveste cognitivamente do “direito de liderar”, dividindo os trabalhos com o marido, motivo de muita confusão na comunidade. Os filhos do pastor institucional não aguentam tanta chatice de se comportarem compulsória e hipocritamente para manter o ganha-pão da família. Já no caso do padre, da Igreja Católica, é ilusão pensar que um homem, principalmente jovem ou de meia idade vá se aguentar no sacrifício de não atender às suas solicitações sexuais normais ou mesmo homossexuais, também motivo de tantos escândalos internos.

Não há referência bíblica de que alguma pessoa provida de algum dom ministerial tenha recebido “salário/dinheiro” por serviços prestados e que more na mesma cidade de sua congregação, porque nenhum lugar de reunião recebia dinheiro para manter alguma despesa, se é que havia alguma, muito menos suportar indivíduos e suas famílias com proventos regulares. A instrução era “ter uma esposa”, independentemente de a Igreja “assinar a carteira de trabalho” para manter o casal e se a Igreja não os mantinha, obviamente cada um mantinha a sua casa... Trabalhando. Claro que há referências de contribuições mantenedoras de viajantes, o que eu acho justo, mas normalmente as contribuições enviadas à Igreja eram para as pessoas necessitadas da congregação. Não há situações em que Paulo tenha recebido dinheiro em sua residência, num belo dia ensolarado numa rede em sua varanda!